Mostrando postagens com marcador solidao. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador solidao. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Falsidade Ideológica

Depois de uma longa conversa, cheguei a uma conclusão:
Todos precisamos da solidão

Ela se faz necessária, desperta o que há de melhor ou pior em nós.
Sabemos realmente quem somos quando estamos sozinhos. Quando podemos fazer o que realmente queremos, e não o que é conveniente para as pessoas ao nosso redor.
Como diria o poeta:


"Os instantes Superiores da Alma
Acontecem-lhe - na solidão -
Quando o amigo - e a ocasião Terrena
Se retiram para muito longe "





Só sabemos o quanto somos importantes para nós mesmos durante os períodos de solidão. Onde passamos a valorizar aqueles singelos momentos frágeis que compoem nossa rotina diária.
Não que uma bela companhia não faça bem. É impossível sorrir com a própria piada!
Mas não devemos desprezar a solidão. Nela a falsidade que interpretamos se decompõe em pensamentos egocêntricos!


"Conte o que aconteceu
O que fazer na solidão?
Deixa-se levar
O tempo não perdoa nada"

Trechos:
*Os Instantes Superiores da Alma - Emily Dickinson
**Falsidade Ideológica - Cartolas
Foto: Jam343 (Flicker)

Te quero mais do que pudera querer alguém. É possível se enamorar do desconhecido?

domingo, 27 de junho de 2010

Solidão



Dizem que há gozos no correr dos anos!...
Só eu não sei em que o prazer consiste.

— Pobre ludíbrio de cruéis enganos,

Perdi os risos — a minh'alma é triste!








Não sei realmente qual o verdadeiro sentido de estar só.
Não posso dizer que desprezo a solidão, pois aprecio o desapego.
Mas também não faz bem afirmar que estar entre a multidão é ruim.

Não espero que apreciem meus sentimentos, nem ao menos que os compriendam.
Existem aqueles dias de chuva onde a melhor companhia é a água que desliza progressivamente entre seus dedos.
Mas também existem dias de chuva em que se abrigar da umidade é necessário.

Quando seremos evoluídos o bastante para compreender nossas próprias contradições?
Não seria saudável saber todas as respostas. De que serviria o esforço?
Morreríoamos todos perdidos na eterna ignorância do não-saber!

É tanto o que ainda temos a dizer, que esquecemos o que já foi dito...

FOTO: Blue Perez
POESIA: Minh'alma é triste

domingo, 13 de junho de 2010

Cartas a um desconhecido

"Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear"...


Olá,

Mesmo não sabendo exatamente quem você é, o que você faz ou com quem você se relaciona, tenha certeza que sei mais sobre você do que você sequer possa imaginar.
Sei que é estranho, mas falar sobre alguém é mais complicado do que parece. Falar sua profissão, sua aparência, falar sobre suas tarefas e seus objetivos é facil. Mas quem você realmente é?
Você é o que parece, ou assim como eu não passa de uma confusão ordenada.
Posso falar sobre seus temores, pois sei que os sente assim como eu.
A incerteza dos dias que se seguirão confunde a todos nós.
Fazemos planos para um amanhã que talvez nunca chegue. Pensamos no almoço de quinta-feira na segunda, sendo que talvez na terça podemos não estar mais aqui.
Quais são seus planos?
Viajar nas férias? Comprar um novo carro? Casar?... Ter filhos?

Se considerar minha saúde, sei que chego tranquilamente aos 80 anos, mas temo não poder testá-la.
Não temo o crime, as drogas, as doenças... Temo a mim mesmo. Assim como você...
Temo não poder controlar esses sentimentos...
Li aquele livro, sei que você o leu também. E depois de lê-lo se perguntou.. Porque ele fez isso?
Quais as razões?
Dinheiro? O suposto filho? Amor??

Não! A guerra toda aconteceu dentro dele. Os próprios sentimentos o mataram. A aflição de não ter com quem contar. A melancolia da solidão....

Pode parecer doentio, mas toda essa nossa liberdade nos sufoca. E cada vez mais nos tornamos prisioneiros dos nossos próprios corpos...

..."Em algum momento todos se sentirão sozinhos e abandonados. Só um teste incessante aos limites do corpo pode nos dar a consciência de que continuamos vivos. Se pomos o corpo a prova, não é pelo capricho fútil de saber até onde podemos ir, mas para saber onde estamos - embora aos outros possa parecer que cometemos um ato contra a natureza. E muitas vezes quando descobrimos, já é tarde. [...] ele me disse que sabia o que era a morte: um exesso que se anula. É ficar mais cansado que o cansaço permite, exeder as próprias condições, reduzir-se a menos que zero, ultrapassar as vinte e quatro horas de um dia sem chegar ao dia seguinte."...


Att,
R. S.