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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Destino

"Destino diz respeito a ordem natural estabelecida do universo [...] O destino é muito usado para tentar explicar o absurdo dos acontecimentos existenciais"


E se ele fosse embora, ela iria atrás? E se ela fosse, ela estaria manipulando a ordem natural das coisas?
Sua astúcia lhe dizia onde ele estaria naquele dia, se ela fosse ao seu encontro, estaria indo longe demais?
Ela se questionou sobre o destino.. Ele trás e leva as coisas. Cabe a ela ir buscá-las?
E se para o destino agir, basta deixar as portas abertas, é do nosso direito sair porta a fora e buscá-lo?


Assim como lavamos o corpo devíamos lavar o destino, mudar de vida como mudamos de roupa. - F. Pessoa


O destino é uma variável da vida. Nossas ações perante ele que definem nosso futuro.
NÓS SOMOS EXCLUSIVAMENTE OS RESPONSÁVEIS PELO NOSSO DESTINO. Interagindo com ele, ou sendo apenas meros espectadores do espetáculo.

O que você faz da sua vida. O sonhos que deixa pelo caminho. As cruzes que carrega sob os ombros, SÓ DIZEM RESPEITO AS SUAS ESCOLHAS.

Faça da sua vida o que melhor lhe agradar!

domingo, 13 de junho de 2010

Cartas a um desconhecido

"Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear"...


Olá,

Mesmo não sabendo exatamente quem você é, o que você faz ou com quem você se relaciona, tenha certeza que sei mais sobre você do que você sequer possa imaginar.
Sei que é estranho, mas falar sobre alguém é mais complicado do que parece. Falar sua profissão, sua aparência, falar sobre suas tarefas e seus objetivos é facil. Mas quem você realmente é?
Você é o que parece, ou assim como eu não passa de uma confusão ordenada.
Posso falar sobre seus temores, pois sei que os sente assim como eu.
A incerteza dos dias que se seguirão confunde a todos nós.
Fazemos planos para um amanhã que talvez nunca chegue. Pensamos no almoço de quinta-feira na segunda, sendo que talvez na terça podemos não estar mais aqui.
Quais são seus planos?
Viajar nas férias? Comprar um novo carro? Casar?... Ter filhos?

Se considerar minha saúde, sei que chego tranquilamente aos 80 anos, mas temo não poder testá-la.
Não temo o crime, as drogas, as doenças... Temo a mim mesmo. Assim como você...
Temo não poder controlar esses sentimentos...
Li aquele livro, sei que você o leu também. E depois de lê-lo se perguntou.. Porque ele fez isso?
Quais as razões?
Dinheiro? O suposto filho? Amor??

Não! A guerra toda aconteceu dentro dele. Os próprios sentimentos o mataram. A aflição de não ter com quem contar. A melancolia da solidão....

Pode parecer doentio, mas toda essa nossa liberdade nos sufoca. E cada vez mais nos tornamos prisioneiros dos nossos próprios corpos...

..."Em algum momento todos se sentirão sozinhos e abandonados. Só um teste incessante aos limites do corpo pode nos dar a consciência de que continuamos vivos. Se pomos o corpo a prova, não é pelo capricho fútil de saber até onde podemos ir, mas para saber onde estamos - embora aos outros possa parecer que cometemos um ato contra a natureza. E muitas vezes quando descobrimos, já é tarde. [...] ele me disse que sabia o que era a morte: um exesso que se anula. É ficar mais cansado que o cansaço permite, exeder as próprias condições, reduzir-se a menos que zero, ultrapassar as vinte e quatro horas de um dia sem chegar ao dia seguinte."...


Att,
R. S.