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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os peixes choram?

Me acordei hoje e fui admirar o céu. Disse alto, com o mesmo tom grave da canção, "AS NUVENS NEGRAS CHORAM".
Então descobri que não só elas choravam, mas também as folhas, as pedra, o telhado e até memo a atmosfera parecia chorar. Tudo estava em um pranto sincronizado.
E passei a olhar para mim mesma. Também chorava. Era um pranto compulsivo, quase uma explosão decontrolada dentro de mim. Adoro dias de chuva, adoro o céu cinzendo.
Adoro sair por aí pisando em poças d'água e molhando o calcanhar. Adoro encharcar meu cabelo, e mesmo tendo um guarda-chuvas prefiro não usá-lo.
Enfim, venero a chuva. E instintivamente, como se andasse lado a lado com um amigo, compertilhei as lágrimas das nuvens.
Enquanto observava as pessoas que me observavam, me deparei com uma loja de animais, e vi peixes. Eles estavam alienados a tudo aquilo. Só nadavam... Não tinham em seu rosto o mínimo de resquício de triteza. Estavam avessos a tudo. Na verdade eles nos obervavam através de seu aquário. Como se contemplassem a tristeza alheia.

Não quero "ser peixe", quero "ser humano"

terça-feira, 12 de abril de 2011

O EU lírico














Compus canções que não escrevi,
elas ficaram na memória que não existiu
e foram cantadas pela voz que não ressonou.

Ouvi melodias que não foram tocadas
(a não ser na minha cabeça)
devaniei sobre elas e assoviei pelo caminho

Os poetas líricos me acompanharam
era uma marcha em prol da sanidade
todos juntos naquela banda
tocavamos trompetes imaginarios
pelas ruas daquela cidade

E cansei das canções
cansei das palavras
as melodias me enjoaram
Desitsto,
VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Silêncio



E no silêncio as palvras que estão no seu coração gritam. É como se aquele velho amigo imaginário surgisse e suprisse o espaço deixado pelas experiências mal sucedidas.
E quando você precisa de um abraço ele está lá. Aquela velha lembrança semi morta. Aquele elo entre o que foi e o que virá.
Eu lembro.. Como o passado despontava uma ponta de inveja do futuro.
E agora que o futuro chegou, ele que inveja o passado.
Restou o silêncio, a casa abandonada, a chuva na janela.

- O jardim florescerá de novo no verão..

Ela disse sem saber que as flores já haviam mostrado seu explendor.
E se foi, como o vento que sopra a cortina nesse temporal. Lembro que me dissera que nunca há o silêncio completo. As persianas. O vento geme. A chuva sussurra. Mas as palavras que não são ditas gritam..
E até parece que me acostumei com elas me mostrando as verdades que não quero repetir.

Mas eu posso trazê-la pra casa depois desse temporal... Ela volta, eu limpo as botas sujas de barro e dormimos.
Eu sou minha própria amiga imaginária...