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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Papo Cabeça


Talvez eu seja mais um tolo tentando dar sentido e notoriedade às coisas mais simples desse mundo. Talvez eu seja esse único tolo...


Havia publicado um livro uns anos atrás. Subjetivo demais, profundo demais. Ninguém entendera, mas em poucas tentou explicar.

Ele é algo sobre perdas. O título na verdade é bem subliminar. Saiu de um papo deveras antigo com alguém inesquecível. Aí eu tava lembrando de uma conversa nossa e isso me veio na cabeça. Algo meio aleatório... Mas depois de tanta coisa faz sentido


Quanto tempo faz isso?

Foi uma das nossas primeiras conversas. Acho que ele nem lembra disso.

Sou aquele tipo de pessoa que lembra de conversas simples mesmo depois de tanto tempo. Talvez seja meu lado 'diferente' de ver as coisas. Dando mais importância pros gestos e e pras palavras corriqueiras do que pro acúmulo de bens e estímulos pré planejados!


Dois segundos depois todos entendiam...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os peixes choram?

Me acordei hoje e fui admirar o céu. Disse alto, com o mesmo tom grave da canção, "AS NUVENS NEGRAS CHORAM".
Então descobri que não só elas choravam, mas também as folhas, as pedra, o telhado e até memo a atmosfera parecia chorar. Tudo estava em um pranto sincronizado.
E passei a olhar para mim mesma. Também chorava. Era um pranto compulsivo, quase uma explosão decontrolada dentro de mim. Adoro dias de chuva, adoro o céu cinzendo.
Adoro sair por aí pisando em poças d'água e molhando o calcanhar. Adoro encharcar meu cabelo, e mesmo tendo um guarda-chuvas prefiro não usá-lo.
Enfim, venero a chuva. E instintivamente, como se andasse lado a lado com um amigo, compertilhei as lágrimas das nuvens.
Enquanto observava as pessoas que me observavam, me deparei com uma loja de animais, e vi peixes. Eles estavam alienados a tudo aquilo. Só nadavam... Não tinham em seu rosto o mínimo de resquício de triteza. Estavam avessos a tudo. Na verdade eles nos obervavam através de seu aquário. Como se contemplassem a tristeza alheia.

Não quero "ser peixe", quero "ser humano"