quinta-feira, 14 de abril de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

O EU lírico














Compus canções que não escrevi,
elas ficaram na memória que não existiu
e foram cantadas pela voz que não ressonou.

Ouvi melodias que não foram tocadas
(a não ser na minha cabeça)
devaniei sobre elas e assoviei pelo caminho

Os poetas líricos me acompanharam
era uma marcha em prol da sanidade
todos juntos naquela banda
tocavamos trompetes imaginarios
pelas ruas daquela cidade

E cansei das canções
cansei das palavras
as melodias me enjoaram
Desitsto,
VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Meu amor é teu - Marcelo Camelo



Não consigo parar de ouvir, só pra constar ;)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Destino

"Destino diz respeito a ordem natural estabelecida do universo [...] O destino é muito usado para tentar explicar o absurdo dos acontecimentos existenciais"


E se ele fosse embora, ela iria atrás? E se ela fosse, ela estaria manipulando a ordem natural das coisas?
Sua astúcia lhe dizia onde ele estaria naquele dia, se ela fosse ao seu encontro, estaria indo longe demais?
Ela se questionou sobre o destino.. Ele trás e leva as coisas. Cabe a ela ir buscá-las?
E se para o destino agir, basta deixar as portas abertas, é do nosso direito sair porta a fora e buscá-lo?


Assim como lavamos o corpo devíamos lavar o destino, mudar de vida como mudamos de roupa. - F. Pessoa


O destino é uma variável da vida. Nossas ações perante ele que definem nosso futuro.
NÓS SOMOS EXCLUSIVAMENTE OS RESPONSÁVEIS PELO NOSSO DESTINO. Interagindo com ele, ou sendo apenas meros espectadores do espetáculo.

O que você faz da sua vida. O sonhos que deixa pelo caminho. As cruzes que carrega sob os ombros, SÓ DIZEM RESPEITO AS SUAS ESCOLHAS.

Faça da sua vida o que melhor lhe agradar!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Desabafo

Solitário vs Sozinho

São duas palavrasas quais eu dou meu próprio significado

Solitário é estar sozinho entre tantos ou ter vários ao seu redor sem reconhê-los.
Sozinho é a denominação daquele que não tem ninguém, é só, e por muitas vezes considera-se abandonado.

Partindo desse pressuposto, me permiti uma auto análise. Seria eu solitária ou sozinha? Teria eu me condicionado a esta situação, ou o meio me levou a isso?

Seres inconstantes são os mais admiriváeis. Se questionam a todo instante e incansavelmente. Por fim nunca estão satisfeios com o que recebem..

Sou inconstante, e só abri esse parentes pra deixar claro que nenhuma das minhas conclusões é de fato conclusiva.

Retomando; venho desabafar porque 'conclui' que sou só, porque quero. E tenho todo direito de querer. Ainda que meus argumentos sejam falhos, estar só é questão de escolha.

A (in)certeza de que o ser amado não virá,
O dúbio da existencia de um compartilhamento,
O estar perto,
A empatia,
O ter sem cobrar...


Todas são variáveis questionáveis.
E eu que ainda sou tão criança que acredito que de repente algo irá acontecer. Alguém aparecer´e todas as questões estarão respondidas. Não haverá mais questionamento, e se houver, será redundante. Apenas pela convenção de manter o apelo do 'ser insonstante'.

"Se eu amo o meu semelhante? Sim. Mas onde encontrar o meu semelhante?" (Mário Quintana)

E fui... Quintanear em céus de outono..

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Coffe Break


Gosto do amargor do café quando ele passa pela garganta.
Do arrepiar na espinha quando aquele vento traz consigo a nostalgia
Da marca que fica do lápis depois que a gente apaga o que escreveu
Das folhas secas no outono
Do peso do braço ao redor do pescoço
Daquele toque especial no rosto, cintura, pernas, seios...
Das cócegas , dos telefonemas, das mensagens de bom dia...
De ter com quem se importar e de ser importante pra alguém
De sonhar acordado e acordar sonhando...

E deste gostar sem possuir, caiu uma lágrima de vazio na xícara cheia de café...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A previsão do tempo



Chovia. Era um dia típico de outono, que assim como os outros surpreendia pela sua imprevisibilidade.
Não haviam mais folhas na calçada. Provavelmente o jardineiro já passara por ali antes de mim. O que por um certo lado poderia ser decepcionante, já que a cada dia apanhava uma nova folha para minha coleção. Tenho inumeras folhas que em sua natureza são perfeitamente simétricas.
Mas naquele dia, a natureza mostrou sua pefeição de outra forma...
Enquanto procurava entre um vão escondido mais uma espécime, ela passou. Não me notou, ainda que não quisesse ser notado. Por um momento me senti L.B. Jeffries observando cada passo sem ser percebido.

A forma com que o vento se unia a chuva e simultaneamente molhava seus cabelos, era fascinante. Então, como de sopetão, surgiram na minha cabeça todas aquelas regras geométricas e padrões numéricos que de repente se uniam naquela proporção divina.
E queria despi-la e amá-la ali mesmo, naquele instante, naquele momento... Poderia ter-lhe escrito divinas canções de amor, um poema, ou até mesmo gritado seu nome. Mas eu não o sabia.
Ainda que estivesse hipnotizado por toda aquela áurea mágica que a circundava, pude ver o quão frágil era aquele elo entre meu olhar e seus lábios, que poderia ser quebrado a qualquer instante.

Ela passava por mim como se eu não estivesse ali... Me sentia o espectador de uma obra prima. Ela parava e olhava pro céu, enquanto as gotas corriam pelo seu rosto. Não quis, e não sei o porque, abrir o guarda-chuvas. Mas na minha mente ela estava resguardada de todos os males que aquela água podia trazer. Eu poderia ser seu guarda-chuva se ela deixasse.
Reparei em tudo, memorizei cada detalhe, cada gesto, cada movimento.
Ela era minha folha. Gostaria de viver pelo resto dos meus dias dentro daquele sorriso.
Descobri que a perfeição residia no lar em que eu não viverei....

Foto: http://flic.kr/p/7isJij