sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mr Jones e Eu (parte I)

Mr Jones era hispânico. Adorava a forma de como ele fitava qualquer uma que entrava naquele lugar. E na verdade toda vez que imaginava seu corpo nu minha mente logo se pervertia.
Mr Jones....
Era mais velho que eu, uns 10 anos ou mais. Garçom de um bar pouco frequantado na época, mas logo que o grande público descobriu o preço da cerveja ele lotou. Dizem que Jones era o próprio dono do local, e prefiria que lhe chamassem de "Mistêr". E ainda soletrava caso não o fizesse.

- É M-I-S-T-E-R Jones, moça. Mas se você quiser pode ser Mr Jones e Eu.

E foi assim que nos conhecemos mais profundamente. Não tão profundamente quanto eu queria, mas o suficiente para o cumprimento 'quase íntimo' de três beijos a cada vez que nos víamos.

Em certa ocasião eu o vi fora daquele lugar, estava acompanhado por uma moça loira. Mais alta que eu e seios fartos. Poderia ser uma modelo de lingerie. Usava um corpete justo, que fazia seus seios triplicarem de tamanho. Ele com uma camisa de flanela verde musgo que só ressaltava seus olhos. Na verdade custei crer que era ele. Sem a barba mal feita era quase impossível reconhecê-lo.
Foi nessa mesma noite que conheci Duritz, um irlandês que beirava os dois metros e tinha uma barba longa. Como ele estava perto de Jones, digo Mr Jones, achou que meus olhares eram pra ele. E antes do fim da noite (e depois de muitas doses de whisky) eu lhe dei meu telefone.
Sua insistência foi digna de prêmio....

2 comentários:

  1. Comento no final. Só pra você saber: estou lendo!

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  2. UHSUHSUAHSUAH OKOK, alguém além de minha mãe tá lendo!

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